Eis o IMORTAL


Reunidos no Salão Grau, no dia 15 de setembro de 1903, 32 homens fundariam aquele que um dia viria a ser O Imortal. Temido por muitos, o tricolor vai sempre em busca de mais conquistas assim como fizeram os grandes reis a procura de novas terras. Com sua raça e seu futebol macho (sem firulas e bixisses, só no quebra-canela e no pontapé), o Imortal foi destruindo um a um seus inimigos para um dia conquistar o mundo (coisa que nem o pinky e o cérebro conseguiram, mas que agora não passa de modinha).

Muitos ainda perguntam, “IMORTAL??”. Muitos duvidam da capacidade deste guerreiro, mas todos sabem que mesmo em menor número, sempre luta de igual pra igual com seus adversários assim como um dia foram os espartanos. Mas o que faz do Grêmio um time tão impressionante? Podemos voltar ao glorioso dia 11 de dezembro de 1983, nas terras do famoso estádio Olímpico de Tóquio, quando numa incrível vitória sobre o exército de Hamburgo, o Grêmio conquistou o Mundo.

Não só de vitórias vive o nosso grande imortal, mas desses fracassos ele faz históricas vitórias. No ano de 2004, após crises econômicas, o nosso grande imortal perdeu a força e veio a fracassar.

Para muitos, seria a prova concreta de que o Grêmio não era um time imortal, mas foi deste fracasso que o grêmio provou sua imortalidade. No ano de 2005, o Grêmio disputou aquele que seria o campeonato mais marcado na história do futebol. Na tarde de 26 de novembro de 2006, o Grêmio viria a disputar sua ultima partida pela série B do brasileiro. Precisando de um empate para subir a série A, o Grêmio entrou em campo com um pé na série A. O local? O estádio dos Aflitos, nunca um nome foi tão sugestivo ao que vou tentar descrever a vocês. No primeiro tempo, um jogo de igual pra igual, com um penalti a favor, a equipe do náutico poderia sair vitoriosa e classifada, mas desperdiçou a oportunidade. No segundo tempo, o Grêmio teve seu primeiro jogar expulso, o lateral Escalona. Pouco tempo depois, mais um penalti polemico para equipe do nautico. Confusão para todo lado, o Grêmio teve mais 3 jogadores expulsos. A tranquila classificação se tornou algo impossível, jogar com 4 jogadores a menos e um penalti contra. Eis que se ergue o Imortal Tricolor, aquele transforma coisas impossíveis em coisas inacreditáveis. Aquele que mesmo em menor número não teme o confronto. Aquele que em momentos difíceis ganha força para ressurgir das profundezas. O estádio cantava o nome do nautico, era um exército em maior número, confiante. Os jornais e transmissões do jogo já davam o tricolor como derrotado. Até que numa cobrança ruim do jogador, Galatto tira com o pé o penalti batido. A torcida espantada com o que havia acontecido e num contra-ataque após afastar a bola do escanteio, Anderson sofre falta e após cobrança rápida, ele atravessa a área adversária, dribla os zagueiros e o mundo parou. Seria aquele a prova concreta de que existe um imortal entre nós? Como poderia alguém derrotar as probabilidades? Quem era aquele que desafiaria as leis das possibilidades? Eis o IMORTAL… Estufando a bola no fundo das redes, o exército esparta… digo, gremista, saiu com a vitória mesmo tendo 4 jogadores expulsos. Para muitos, sorte. Para nós gremistas de coração… A PROVA DA NOSSA IMORTALIDADE.

Quero neste último paragrafo agradecer a você Imortal Tricolor, que nos trouxe tantas glórias e alegrias. Que nos transformou em pessoas mais fortes e guerreiras. Somos tricolores, na alegria ou na tristeza, na vitória ou na derrota, pois nem a morte irá nos separar.

VALEU GRÊMIO… 106 ANOS DE GLÓRIA…

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