Surpresa! (Ou o conto do gato Preto!)

A situação é clássica: tu ta no cinema com os amigos, ou em casa assistindo um filme ou até comentando sobre tal filme quando alguém (sempre) solta a clássica: “É, mas o livro é melhor”. Com certeza você, caro leitor(ou leitora) já presenciou ou até falou a tão mencionada sentença. Nada contra ela, inclusive posso me dizer defensor dela, mas desde que usada nas ocasiões apropriadas e não apenas pra dar uma de “senhor-já-o-livro”. Bom, meu post não é bem sobre isso. Mas depois de ler o resto deve entender o porquê dessa pequena introdução.

Anos atrás, mais precisamente no final de 2006, estava eu, junto com meus amigos, no cinema assistindo ao filme Eragon. Os motivos que me fizeram assistir esse filme foi a idéia da história, um filme épico, com dragões, anões, magias,batalhas enfim tudo que um filme desse estilo deve ter. Acabado o filme, pode-se claramente concluir que o filme no mínimo é ridículo, atores sem carisma nenhuma e nada a ver com os reais personagens, história muito condensada, cheias de clichês e roteiro confuso e nada cativante. A única coisa que se salva é Saphira, a “draga”(??) de Eragon que é bem “desenhada” nos efeitos especiais. Enfim, saí do cinema com a certeza de que seria mais um filme de caráter épico relegado ao limbo(limbo!).

Bom, mas a vida é cheia de surpresas (realmente essa frase não combina comigo). No natal do ano de 2007 ganhei, entre outras coisas, o livro Eldest, continuação do Eragon. Os que me deram acharam que eu já tinha lido Eragon, o que não era verdade, mas foi um engano apreciável. Fiquei curioso com o livro e resolvi dar uma chance.

Comprei o Eragon e logo que comecei a lê-lo pude ver que o problema do filme não era o livro e sim o filme simplesmente. A história não é tão profunda como O Senhor dos Anéis(algo meio-muito difícil de ser) porém sua linguagem é mais simples do que a do livro de Tolkien, embora não seja tão infantil quanto a do clássico de C.S. Lewis (As crônicas de Nárnia). Um “meio-termo” que adorei. A história é envolvente, especialmente depois da primeira metade. Destaque para Saphira, sempre com pensamentos muito sagazes.

Depois de lê-lo fui então para Eldest. Um livro melhor ainda, com uma história mais consistente, mais ampla e com um final signitificamente melhor, com direito a duas belas surpresas no final. Enfim, um livro que mantém as características boas do primeiro e melhora em alguns pontos.

Depois que terminei de ler, descobri que o livro era uma trilogia, chamada de A Trilogia da Herança. O terceiro e último livro, Brisingr lançaria apenas um ano depois, mais precisamente em dezembro do ano passado. Um pouco antes de lançar porém foi anunciado que o terceiro livro seria dividido em dois, tornando a trilogia uma Série (de quatro livros). Obviamente comprei Brisingr e posso dizer que a série continuou boa e tudo indica um final sensacional no quarto e último livro. Estou na esperança do lançamento do próximo livro, ainda sem data definida. Enfim, essa é minha dica. Quer um livro épico que seja mais “simples” de se ler que o Senhor dos Anéis e menos infantil que As Crônicas de Nárnia(ou se já leu os dois ou um dos mencionados)? Leia Eragon e suas continuações.

Nesse caso, não posso me ausentar de dizer,seria até algo muito hipócrita de minha parte, sem dúvida nenhuma que : SIM, O LIVRO É MELHOR. BEM MELHOR!

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